A nova Lei de Investimento Estrangeiro: oportunidade ou não?
A nova Lei de Investimento Estrangeiro da China foi aprovada durante a 13ª Assembleia Popular Nacional em 15 de março de 2019. Os efeitos da nova lei sobre empresas estrangeiras que operam na China podem ser significativos, mas ainda não estão tão claros nesta fase. Então, o que se sabe atualmente sobre a nova legislação?
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A nova lei entrará em vigor em 1º de janeiro de 2020 e substituirá três leis separadas existentes:
1. Lei das Joint Ventures de Capital Chinês e Estrangeiro.
2. Lei das Empresas de Capital Totalmente Estrangeiro (WFOE).
3. Lei das Joint Ventures Contratuais Sino-Estrangeiras.
Empresas com investimento estrangeiro (FIEs) constituídas conforme essas leis anteriores podem manter suas estruturas societárias originais por cinco anos após a implementação da nova lei, durante período de transição até 31 de dezembro de 2024. O Conselho de Estado da China, braço executivo do governo central, agora tem a tarefa de formular e implementar regulamentos que colocarão em prática os princípios orientadores da lei.
O texto é composto por seis capítulos com um total de 42 artigos e foi simplificado a partir de uma versão mais longa da legislação, anunciada pela primeira vez pelo governo em 2015, tendo o projeto final sido deliberado e aprovado em apenas três meses.
A lei reafirma a política central do Estado chinês de abertura e incentivo ao investimento estrangeiro na China continental e promete criar ambiente de mercado estável, transparente, previsível e de concorrência justa.
A norma determina que a China tratará o investimento estrangeiro de forma não menos favorável que o investimento doméstico, exceto em setores protegidos definidos pela “Lista Negativa”, ou seja, aqueles dos quais investidores estrangeiros são excluídos.
Esses princípios serão aplicados à formulação e aplicação de normas obrigatórias e à gestão de licitações públicas, e empresas com investimento estrangeiro também serão consultadas na definição de regras relacionadas ao investimento estrangeiro.
A nova lei também proíbe transferência forçada de tecnologia por medidas administrativas, como impedir que funcionários do Estado divulguem segredos comerciais de investidores estrangeiros conhecidos no exercício das funções e exigir que cumpram contratos com esses investidores. Se o interesse público exigir mudanças nos termos contratuais, investidores ou empresas estrangeiras devem ser indenizados por perdas e poder apresentar reclamações contra órgãos administrativos e funcionários por mecanismo de trabalho.
Assim, a lei pode ter sido acelerada para responder a três críticas principais feitas pelo governo dos Estados Unidos sobre o ambiente de negócios na China:
1. Roubo de propriedade intelectual e transferência forçada de tecnologia.
2. Pressão sobre empresas estrangeiras para que façam parceria com empresas chinesas em vários setores.
3. Subsídios estatais concedidos a empresas chinesas.
Embora a nova lei pareça abordar diretamente essas preocupações, muitos observadores da China mantêm-se cautelosos, dado que o texto não contém pormenores sobre a forma como as disposições serão aplicadas. Além disso, a lei permite a expropriação governamental de ativos estrangeiros em “circunstâncias especiais” e quando seja “do interesse público”.
Por conseguinte, embora a nova lei sinalize a intenção do governo chinês de nivelar as condições para o investimento estrangeiro no país, as empresas e os investidores devem aguardar pelos regulamentos de execução antes de poderem saber como os seus negócios serão afetados.
Mesmo após a publicação dos regulamentos, um grande teste para as políticas relacionadas à proteção do investimento estrangeiro será o rigor de sua aplicação, e pode levar algum tempo até que isso seja conhecido. Empresas e empreendedores estrangeiros na China podem sentir que a nova lei traz alguma esperança de melhora do ambiente comercial no futuro próximo.
Até essas esperanças se concretizarem, porém, a paciência, o planeamento de longo prazo e a utilização de soluções de gestão profissional continuarão a ser as formas mais eficazes de as empresas superarem os desafios de operar no mercado chinês.
Fonte: PTL Group
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