
O governo chinês anunciou na segunda-feira que estudantes estrangeiros em programas de ensino superior deverão fazer cursos obrigatórios a partir do próximo mês.
Segundo os novos regulamentos, universidades e faculdades devem ensinar aos estudantes internacionais as leis, a cultura e o idioma chineses. Quem se especializa em filosofia e política também deverá aprender determinadas teorias políticas, informou o South China Morning Post.
As escolas também devem fornecer “instrutores” aos estudantes internacionais que, segundo o veículo, seguem a prática de contratar “instrutores políticos” para estudantes chineses. Estes são responsáveis pela educação política e influência ideológica.
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Por outro lado, os instrutores de estudantes internacionais devem“entender as necessidades [dos estudantes]”e“fornecer [a elas] informações, aconselhamento e atividades recreativas.”

Os regulamentos, que alegadamente não se aplicam a estudantes de Hong Kong, Macau e Taiwan, foram estabelecidos para regular os processos de admissão em universidades e faculdades, formar e gerir estudantes internacionais e proporcionar-lhes “facilidades”.

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Espera-se que esses objetivos atendam ao número crescente de estudantes estrangeiros na China. Segundo o Ministério da Educação do país, a taxa média de crescimento anual é de 35%, informou a IOL News.

Além de disciplinas e professores obrigatórios, os regulamentos também proíbem atividades religiosas nos campi. Estudantes internacionais podem manter suas crenças e costumes, mas as escolas não devem fornecer espaços para expressão religiosa.
Enquanto isso, quem mora fora dos dormitórios precisa registrar o local de residência junto à polícia.
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